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O papilomavírus é um vírus presente em humanos e animais, mas são específicos de cada espécie, portanto só os tipos específicos acometem o homem (vírus do papiloma humano, HPV). Existem mais de 100 tipos de HPV humano sendo que alguns preferem a pele, causando, por exemplo, verrugas, e outros têm preferência por mucosas (revestimento interno dos órgãos genitais, boca, região anal, etc.). Mais de 40 tipos infectam as mucosas – colo do útero, vagina, vulva, reto, uretra, pênis e ânus.

A principal causa de câncer de colo uterino é a infecção pelo HPV, que no Brasil, atinge aproximadamente 14% das mulheres sexualmente ativas. Entre as portadoras, a proporção de pacientes que desenvolvem o câncer invasor fica abaixo de 3%, já que os mecanismos imunológicos de proteção e controle celular conseguem detectar as células sob a ação viral e eliminá-las. Entretanto, a persistência do processo infeccioso por períodos maiores que 18 meses constitui fator de risco para o surgimento de lesões intraepiteliais escamosas de alto grau.

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Suspeita-se de infecção genital pelo papilomavírus humano (HPV) quando são detectadas alterações celulares no Papanicolaou, que é um exame periódico recomendado para triagem de câncer de colo do útero em mulheres. Essas alterações podem indicar uma infecção, mas não distinguem os diferentes tipos do vírus.

A pesquisa de DNA do HPV pode ser pedida com o Papanicolaou em mulheres entre 30 e 65 anos de idade, para identificar os tipos que representam aumento do risco de câncer.

Autoridades dos EUA recomendam a pesquisa de DNA do HPV como parte da rotina de prevenção do câncer de colo do útero em mulheres de 30 a 65 anos de idade, além do exame citológico de células do colo uterino (Papanicolaou) a cada 5 anos.

A pesquisa de DNA do HPV não é recomendada em mulheres com menos de 30 anos porque a infecção é muito comum e, em geral, se resolve sem tratamento e sem complicações. Entretanto, os achados citológicos podem indicar a necessidade de uma colposcopia (exame visual mais detalhado da vagina e do colo do útero) e uma biópsia do colo do útero.

Alguns médicos indicam também a pesquisa de DNA do HPV em células anais de homens que têm sexo com outros homens ou contaminados pelo HIV.

Os diversos sistemas de exame detectam tipos de HPV diferentes. O mais simples identifica apenas o HPV-16 e o HPV-18, associados à cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Outros detectam um número maior de tipos associados a câncer ou a verrugas genitais (condilomas). Esses podem ser:

Tipos associados a câncer de colo do útero:

  • HPV 16, 18, 31, 33, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68 e 73

Tipos associados à condilomas:

  • HPV 6, 11, 42, 43 e 44

Resultados negativos significam que uma infecção é improvável. Em todos os casos negativos, deve ser considerada a aplicação da vacina para HPV. Resultados positivos significam infecção pelo tipo identificado, e precisam ser acompanhados quando esse tipos estão associados a risco de câncer. Nesses casos, o exame citológico (Papanicolaou) deve ser repetido com maior frequência (anualmente), seguido de colposcopia e biópsia, quando necessário.

O Ghanem Laboratório disponibiliza exames para a detecção do HPV. Os resultados do Teste de HPV, juntamente com a avaliação do médico frente ao histórico de citologia, outros fatores de risco e diretrizes profissionais, podem ser utilizados para conduzir a gestão do paciente.

 

Referências:

labtestsonline.org.br

– Instituto Nacional do Cancer  (INCA)

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