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Inicialmente é necessário diferenciar presença do vírus HIV e AIDS. Toda pessoa que tem AIDS é portadora do vírus HIV, porém nem todos que tem vírus HIV possuem AIDS. Parece estranho, mas funciona da seguinte maneira: quando a pessoa entra em contato com o vírus HIV ela desenvolve um processo infeccioso, com sintomas semelhantes à gripe: febre, dor no corpo, cansaço, prostração,…. Os sintomas desaparecem espontaneamente e o paciente torna-se portador do vírus HIV. Pode permanecer assim por muitos anos, sem nenhum sintoma. A partir do momento que começa a apresentar infecções oportunistas (candidíase oral, infecções respiratórias e intestinais frequentes,…) significa que há um comprometimento da resposta imune e, nesse caso, demonstra que deixou de ser apenas um portador assintomático para ser um doente com AIDS.

O HIV é um retrovírus, pois é formado por RNA que, a partir do momento que entra na célula, precisa produzir DNA para que possa incorporar seu material ao DNA da nossa célula. Por isso o termo retro, pois faz o processo ao contrário (de RNA para DNA). Infecta seletivamente nossos linfócitos (leucócitos) do tipo CD4, que são os principais gerenciadores da resposta imune. Com a multiplicação do vírus e a crescente destruição dos CD4, a resposta imune fica severamente comprometida e o organismo fica susceptível à infecções por microrganismos pouco patogênicos (oportunistas), podendo levar à óbito por um agente que não costuma causar doença em pessoas imunocompetentes (sistema imune funcionando adequadamente). Por isso o conceito de que uma pessoa morreu de AIDS é equivocado, visto que a causa mortis é complicação de processos infecciosos originados pela imunodeficiência provocada pelo vírus HIV.

Até hoje muitos pesquisadores discutem qual a real origem do vírus HIV. Teorias conspiratórias falam na criação em laboratório, outros falam em origem divina. Porém, o que há de concreto e atualmente aceito é que o vírus surgiu na África, provavelmente na República do Congo, originado de uma mutação de um vírus semelhante, o SIV (vírus da imunodeficiência símia), proveniente dos macacos da região. Com o avanço da civilização, aumentaram os casos de luta entre homens e macacos. Alguns relatos falam também do consumo in natura da carne do primata, fazendo com que o vírus SIV entrasse em contato com as células humanas e, com o passar dos anos, acabasse sofrendo mutações que originaram o HIV. O primeiro caso de infecção pelo vírus HIV foi confirmado em 1976, na África. Porém, o termo Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, SIDA) só foi utilizado em 1981, descrevendo toda a síndrome clínica em pacientes infectados pelo vírus HIV.

Transmissão

Somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar a moléstia. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra. Isto se dá através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de parto e durante a amamentação.

Diagnóstico

As técnicas rotineiramente utilizadas para o diagnóstico da infecção pelo HIV são baseadas na detecção de anticorpos contra o vírus (anticorpos anti-HIV). Tais técnicas apresentam excelentes resultados e são menos dispendiosas, sendo de escolha para toda e qualquer triagem inicial. Porém detectam a resposta do hospedeiro contra o vírus, e não o próprio vírus diretamente. Apresentam como principal limitação a possibilidade de janela imunológica, quando a pessoa ter entrado em contato com o vírus, mas sem apresentar anticorpos detectáveis pelo teste, ou seja, apresenta um resultado falso-negativo. Por isso, todo teste de HIV deve ser interpretado por profissional médico, a fim de minimizar tal possibilidade.
Tratamento

Apesar de não ter cura, a AIDS tem tratamento, e o que é melhor, gratuito. Os medicamentos disponíveis são conhecidos como antirretrovirais, apresentam uma excelente efetividade, garantindo qualidade de vida ao paciente que realiza o tratamento adequadamente.

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